A ressonância magnética intraoperatória (RM intraoperatória) é uma das tecnologias mais avançadas disponíveis atualmente na cirurgia de tumores cerebrais. Ela permite a realização de exames de imagem durante a própria cirurgia, trazendo informações atualizadas em tempo real para o neurocirurgião.
Como funciona a RM intraoperatória?
Ao longo da cirurgia, o cérebro pode mudar de posição — fenômeno conhecido como brain shift. Isso significa que exames feitos antes da operação podem deixar de refletir exatamente a situação real do tumor.
A RM intraoperatória resolve esse problema ao permitir que novas imagens sejam adquiridas no meio do procedimento, mostrando:
- O quanto do tumor já foi removido;
- Se ainda existe tumor residual;
- A relação do tumor com áreas importantes do cérebro naquele momento da cirurgia.
Com essas informações, o neurocirurgião pode decidir, com mais segurança, se é possível continuar a ressecção ou se o objetivo cirúrgico já foi alcançado.
Para que ela é usada na cirurgia de tumores?
Na prática, a RM intraoperatória contribui para:
- Aumentar a extensão segura da ressecção tumoral;
- Reduzir a chance de deixar tumor residual não identificado;
- Tornar a cirurgia mais precisa e personalizada;
- Auxiliar na tomada de decisões em tumores próximos a áreas funcionais importantes.
Benefícios para o paciente
O uso da RM intraoperatória pode resultar em cirurgias mais eficazes, com maior extensão de ressecção. Para o paciente, isso se traduz em melhor prognóstico, menor necessidade de reoperações e maior sobrevida global e livre de progressão.
Uma tecnologia de alta complexidade
A RM intraoperatória é uma tecnologia sofisticada, disponível apenas em centros especializados, pois exige infraestrutura específica, equipe treinada e protocolos rigorosos de segurança. Por isso, ainda não está amplamente disponível em todos os hospitais.
Em São Paulo, o Dr. Cleiton Formentin atua em hospitais que dispõem dessa tecnologia, o que permite oferecer aos pacientes uma abordagem cirúrgica alinhada ao que há de mais moderno na neurocirurgia mundial.
Em resumo
A ressonância magnética intraoperatória representa um importante avanço na cirurgia de tumores cerebrais. Ao fornecer imagens atualizadas durante o procedimento, ela aumenta a precisão cirúrgica e contribui para melhores resultados oncológicos e funcionais.
Referência
Rogers CM, Jones PS, Weinberg JS. Intraoperative MRI for brain tumors. J Neurooncol. 2021;151:479–490. doi:10.1007/s11060-020-03667-6.


